Circulando em São Paulo desde 1949, os trólebus estão com dias contados na capital paulista. Há dois anos o prefeito Ricardo Nunes já havia comentado seu desejo de trocar esses antigos ônibus pelo VLT – Veículos Leve sobre Trilhos e, nesta semana, em declaração ao Diário do Transporte, ele confirmou que até 2030, os coletivos serão substituídos pelos trens. Ainda segundo o Diário do Transporte, Ricardo disse que os trólebus, que funcionam com fiação aérea e baterias e-trol, velhos, antigos e problemáticos e que há cerva de 40 ônibus parados com baterias que não rodam por falta de infraestrutura de energia, cedida pela Enel. A implantação do VLT será na região central da cidade, com 26 estações em 16 trechos, totalizando 12km e com conexão a terminais de ônibus e metrô. História do trólebus em São PauloA trajetória do trólebus paulistano começou oficialmente em 22 de abril de 1949, com a criação da CMTC – Companhia Municipal de Transporte Coletivo e a operação da linha 16 Machado de Assis, inicialmente com veículos importados. Desde então, o modal passou por transformações marcadas por avanços tecnológicos, períodos de expansão e momentos de crise. Em 1958, a necessidade de manutenção levou ao desenvolvimento do primeiro trólebus nacional, com cerca de 85% de componentes produzidos no Brasil, fato que marcou o início da nacionalização do transporte elétrico urbano. Na década de 60, os altos custos levaram a CMTC a fabricar seus próprios veículos, uma solução que permitiu a continuidade do sistema. Nos anos 70, o impacto da crise do petróleo motivou o lançamento do Plano Sistran, um projeto para novos corredores exclusivos de trólebus, no entanto, das quatro etapas previstas, apenas duas foram concluídas. O crescimento mais expressivo ocorreu nos anos 80, com a inauguração do corredor da Avenida Paes de Barros, na Mooca, e posteriormente do corredor 9 de Julho, ligando o Terminal Santo Amaro à Praça da Bandeira. Em 1994, a fundação da SPTrans – São Paulo Transporte S.A. dividiu a operação entre três empresas, que investiram na renovação da frota e na modernização das linhas. Em 1997, com a implantação do sistema VLP (Veículo Leve sobre Pneus), esperava-se que trólebus biarticulados fossem utilizados em corredores exclusivos, mas a opção final recaiu sobre ônibus a diesel e híbridos, resultando no Expresso Tiradentes. O ápice do sistema foi registrado no ano 2000, quando a cidade contava com 555 trólebus distribuídos em 26 linhas, transportando em média 154 mil passageiros por dia. Porém, a partir de 2002, o modal começou a encolher: linhas nas zonas norte e sul foram gradativamente desativadas, e diversos veículos foram vendidos como sucata, mesmo com poucos anos de uso. A reestruturação do sistema só ocorreu em 2007, após a celebração de um contrato emergencial que permitiu a renovação da frota e a manutenção da operação. Atualmente, segundo dados da SPTrans, 201 trólebus circulam por nove linhas concentradas nas regiões central, sul e leste da capital paulista. Do Cotia Agora com Diário do Transporte e CPG – Foto: Caio Millenium












