Iniciativas do Pequeno Cotolengo Paulista incluem formação de lideranças e ações voltadas ao desenvolvimento humano dos colaboradoresEm um momento em que a saúde mental se tornou uma das principais discussões dentro do mundo do trabalho, algumas instituições têm buscado transformar o cuidado com as pessoas em parte central da sua cultura organizacional. No Pequeno Cotolengo Paulista, em Cotia, essa pauta tem sido incorporada como uma das frentes de inovação na gestão de pessoas e no desenvolvimento das equipes. A instituição, que acolhe pessoas com múltiplas deficiências e realiza um trabalho social de grande impacto na região, entende que a qualidade do cuidado oferecido aos residentes está diretamente ligada ao bem-estar das pessoas que fazem esse trabalho acontecer diariamente. “Quando falamos de cuidado institucional, não podemos olhar apenas para quem é atendido. É essencial cuidar também de quem está todos os dias dedicando sua vida a essa missão”, afirma Ivan Duarte, gerente administrativo do Pequeno Cotolengo.Dentro dessa proposta, a instituição tem desenvolvido iniciativas voltadas à promoção da saúde emocional, à valorização das equipes e ao fortalecimento das relações de trabalho. Uma das experiências nesse sentido é a Escola de Líderes, um espaço de formação e reflexão voltado ao desenvolvimento humano dentro da organização. A iniciativa é conduzida pelo psicólogo Felipe Maronesi, considerado hoje um dos maiores nomes da psicologia aplicada ao mundo corporativo. O programa promove reflexões sobre liderança, relações humanas, cultura organizacional e gestão emocional — temas cada vez mais essenciais em ambientes profissionais que lidam diariamente com desafios humanos complexos.Além da formação de lideranças, o Cotolengo também desenvolve ações de capacitação continuada, espaços de escuta e iniciativas voltadas à valorização dos colaboradores. “Acreditamos que ambientes de trabalho mais saudáveis fortalecem vínculos, ampliam o sentido do trabalho e impactam diretamente na qualidade do cuidado que oferecemos aos nossos residentes”, completa Duarte. Em um contexto em que empresas e organizações discutem cada vez mais os impactos da saúde mental no ambiente profissional, experiências como a do Pequeno Cotolengo mostram que cuidar das pessoas dentro das instituições também é uma forma concreta de transformar realidades.












