No terceiro e último artigo sobre o anel metropolitano projetado pela CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, o site aborda o tramo sul desse arco: a Linha 25-Topázio, que é a maior entre as três projetadas. Em nota ao Via Trolebus, a estatal confirmou que o projeto está presente no Pef – Plano Estratégico Ferroviário e que a atual versão do Pitu – Plano Integrado de Transporte Urbano foi considerada para o planejamento. A nova linha terá as seguintes características: 43 km de extensão;25 estações;Demanda estimada de 855 mil passageiros por dia (sendo a mais demandada do arco). O eixo promoverá uma ligação do ABC Paulista até Embu das Artes, cortando cidades que hoje não contam com atendimento de alta capacidade, como São Bernardo do Campo e Diadema. A linha também passará pela Zona Sul de São Paulo, ajudando a redistribuir o fluxo de passageiros entre linhas saturadas, como a 5-Lilás e a 9-Esmeralda. No total, haverá integração com as linhas 5-Lilás, 24-Quartzo, 9-Esmeralda, 10-Turquesa e 14-Ônix. Caminho da linha 25 O novo eixo de transporte parte da futura estação ABC — uma nova conexão entre as linhas 10-Turquesa e 14-Ônix — e segue por bairros de Santo André, como Vila Marina e Brasília. Em seguida, os trens chegam a São Bernardo do Campo, passando por Álvaro Guimarães e Independência, e depois atingem Diadema, passando por Vila Conceição e Casa Grande. Embora o mapa divulgado não detalhe, é possível que a linha cruze as regiões centrais das duas cidades. Já na cidade de São Paulo, a linha cortará o Jardim Miriam, Cidade Ademar, Vila Joaniza e Sabará, chegando a Jurubatuba para a conexão com a Linha 9-Esmeralda. O traçado segue pelo Jardim São Luís até Campo Limpo, onde encontrará a já prevista conexão entre as linhas 5-Lilás e 24-Quartzo (Arco Oeste). Ainda na Zona Sul, a linha segue até o Parque Munhoz e ultrapassa os limites da capital rumo a Embu das Artes, cruzando o Jardim São Marcos, Parque Várzea e Patachos, até chegar à região central de Embu. Estágio atual do projeto Atualmente, o projeto está na fase de coleta de dados de mobilidade urbana junto às prefeituras para obter mais informações sobre o território e a inserção urbana. As próximas etapas contemplam o estudo orçamentário para o desenvolvimento dos projetos funcional, básico e executivo. Entre as premissas adotadas estão a interoperabilidade total, o uso de bitola de 1,60 m e a previsão de, no mínimo, três vias — o que permitirá serviços expressos, uso por trens regionais e rotas alternativas. O intervalo mínimo projetado para quando todas as linhas estiverem em operação é de 3 minutos. Por Renato Lobo – Viatrolebushttps://viatrolebus.com.br/2026/02/rodoanel-dos-trilhos-preve-trem-do-abc-ate-embu/












