A Polícia Civil prendeu um homem que atuava ilegalmente como médico em unidades de saúde da Grande São Paulo, incluindo atendimentos em Taboão da Serra e Embu das Artes. A investigação aponta que ele utilizava registros profissionais de médicos regularmente inscritos nos conselhos de classe para exercer a profissão de forma fraudulenta. Segundo a Polícia Civil, o investigado é formado em biomedicina, se passava por médico utilizando o registro profissional de um profissional da cidade de Marília. A apuração indica que ele teria realizado cerca de nove mil atendimentos ao longo de aproximadamente dois anos e pode estar envolvido em ao menos oito mortes de pacientes, hipótese que ainda está sendo investigada. Na terça-feira (16), foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, além de diligências em unidades de saúde da Zona Leste de São Paulo, onde os falsos médicos também teriam atuado. Durante a ação, a Polícia Civil apreendeu prontuários médicos e documentos que podem auxiliar na investigação. O médico cujo nome e registro profissional foram utilizados de forma indevida afirmou à polícia que tinha conhecimento da fraude e relatou ter gasto valores significativos com advogados na tentativa de impedir o uso ilegal de sua identidade. As investigações também apontam que os pagamentos pelos serviços eram feitos em uma conta bancária em nome da prima do criminoso, que também é investigada. Um carro de luxo utilizado por ele, uma BMW, está registrado no nome da mulher. Um segundo homem também é investigado por utilizar o nome e o registro profissional de um médico de Catanduva, que negou qualquer vínculo com as unidades onde o falso médico atuava. A identidade do segundo investigado ainda não foi oficialmente confirmada. Entre os crimes investigados estão exercício ilegal da medicina, estelionato, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e o crime de expor a vida ou a saúde de terceiros a perigo. A Polícia Civil segue apurando se houve outras irregularidades que possam ter afetado pacientes atendidos na região. Do Jornal na Net












