Dois guardas civis de Cotia, acusados de assassinar um jovem em uma ocorrência em junho e que foram presos no dia 29, estão soltos.
A Justiça decidiu revogar a prisão preventiva dos dois agentes, com a suspensão do direito de ambos de portar arma de fogo.
Na decisão da Juíza Isadora Moro, fica clara a acusação contra os GCMs, “Trata-se de acusação de homicídio consumado por dois agentes públicos municipais contra adolescente desarmado e rendido (artigo 121, §2º, inciso IV, c/c artigo 29, caput, do Código Penal). Em que pese a gravidade concreta do delito imputado, no caso concreto, verifico que os acusados são funcionários públicos (emprego fixo e com endereço certo), primários, de bons antecedentes e que vêm sendo assistidos por defensores. Diante de todo o exposto REVOGO a prisão preventiva dos dois acusados“, diz a decisão da Justiça, ao qual o Jornal Cotia Agora teve acesso com exclusividade.
Os dois guardas civis estão soltos e devem exercer atividades administrativas durante o decorrer do processo.
Lembre o caso
Dois GCMs foram presos em flagrante no dia 29 após confessarem o assassinato de um adolescente de 17 anos, durante uma perseguição no Jardim Leonor.
Inicialmente, os agentes alegaram que desembarcaram da viatura durante a perseguição e foram recebidos a tiros pelos jovens — o que teria motivado os disparos. No entanto, a versão foi desmentida pela polícia, com base em imagens de câmeras de segurança.
As imagens mostram a viatura da GCM perseguindo dois jovens, aparentemente desarmados. Um dos guardas aparece no banco do carona com o braço para fora da janela, empunhando uma arma de fogo.
Durante a ação, um dos rapazes conseguiu escapar. O adolescente de 17 anos que corria logo atrás foi atingido por dois tiros efetuados por um dos guardas. Ele estava com as mãos para cima em sinal de rendição. O motorista da viatura parou o veículo ao lado do adolescente para facilitar os disparos.
O jovem foi alvejado no lado esquerdo do tórax, um tiro abaixo do outro. Os dois agentes foram confrontados pela investigação e acabaram confessando o crime.












