A corrida pelo domínio dos chips móveis continua em 2025, mas tudo indica que o próximo Galaxy S26 poderá ficar aquém das expectativas no que toca à adoção das tecnologias mais avançadas da Samsung Foundry. De acordo com um novo relatório do ZDNet, o tão aguardado Exynos 2600, baseado em litografia de 2nm, pode não incluir a sofisticada tecnologia de chiplet SF2P, que promete revolucionar a arquitetura dos processadores.
Samsung avança com chip de 2nm… mas com reservas
A Samsung Electronics já terá finalizado o design do seu nó de 2nm de próxima geração, conhecido como SF2P. Esta tecnologia oferece até 12% mais desempenho, 25% menos consumo energético e uma redução de área de 8% face à geração anterior. A empresa está agora a promover este processo junto de clientes externos, nomeadamente empresas especializadas em processamento de sinal digital (DSP) e aplicações de inteligência artificial.
Contudo, a surpresa está no facto de a própria Samsung Mobile poder não beneficiar diretamente desta tecnologia de ponta. Ou seja, os futuros Exynos 2600, que deverão alimentar alguns modelos do Galaxy S26, poderão não ser fabricados com o processo SF2P completo — ficando de fora da arquitetura chiplet mais modular e eficiente.

O que é a tecnologia de chiplet e por que interessa?
A tecnologia chiplet permite separar diferentes componentes de um chip (como CPU, GPU, modem, etc.) em pequenos módulos independentes que são depois integrados num único pacote. Esta abordagem melhora a eficiência térmica, facilita atualizações modulares e reduz custos de fabrico, além de permitir designs mais escaláveis.
No entanto, segundo o ZDNet, esta tecnologia será reservada apenas aos clientes da Samsung Foundry. A equipa System LSI, responsável pelo desenvolvimento dos chips Exynos, não deverá integrar o design chiplet no Exynos 2600 — pelo menos na sua primeira iteração.
Por que razão a Samsung não aplica essa tecnologia aos Exynos?
Existem duas razões principais:
- Prioridade aos clientes externos – A Samsung Foundry quer atrair empresas que necessitam de chips altamente personalizáveis para tarefas específicas como IA, automação industrial e computação de alto desempenho. A oferta do SF2P com chiplets torna-se assim mais apelativa para captar negócios fora da casa-mãe.
- Custo e segmentação interna – A divisão mobile da Samsung quer reduzir a sua dependência dos chips Snapdragon, da Qualcomm, que têm vindo a aumentar de preço ano após ano. O objetivo é fortalecer os Exynos como alternativa viável, mas sem arriscar um custo de fabrico demasiado elevado nesta fase inicial.
Galaxy S26: desempenho afetado?
Caso se confirme que o Exynos 2600 não inclui as melhorias do SF2P com chiplet, o Galaxy S26 poderá apresentar um desempenho inferior aos modelos da mesma gama equipados com Snapdragon 8 Elite 2, previsto para o final deste ano com litografia N3P da TSMC.
Ou seja, os utilizadores de versões Exynos do Galaxy S26 poderão estar a adquirir um dispositivo com menos eficiência e menor performance, mesmo tendo um chip de 2nm. Isto poderá reacender o velho debate entre os fãs da marca: “Snapdragon ou Exynos?”

O futuro dos chips Samsung: mais promissor para quem está fora?
O paradoxo aqui é evidente: enquanto a Samsung Foundry oferece o que tem de melhor a clientes externos, como forma de competir com a TSMC e Intel, as suas divisões internas ficam temporariamente em segundo plano. É uma estratégia de mercado compreensível — mas frustrante para os fãs da marca que esperam sempre o melhor nos flagships Galaxy.
Ainda assim, os kits de desenvolvimento do SF2P serão disponibilizados ainda este ano, e é possível que os Exynos de 2026 já incorporem esta arquitetura mais avançada. Se a Samsung quiser tornar os seus chips novamente competitivos face aos Snapdragon da Qualcomm e aos Dimensity da MediaTek, essa transição será inevitável.
Conclusão: uma oportunidade perdida no curto prazo
O Galaxy S26 vai marcar uma nova geração de smartphones com processadores de 2nm, mas poderá não incluir as inovações mais excitantes desenvolvidas pela própria Samsung. Para os utilizadores mais atentos ao desempenho e à tecnologia de ponta, esta pode ser uma desilusão.
Por outro lado, é também uma jogada estratégica: manter os custos controlados, estabilizar a produção interna e preparar o terreno para um salto mais ambicioso nos modelos seguintes.
No fim das contas, o verdadeiro beneficiado com a tecnologia SF2P pode ser o mercado empresarial, onde os chips personalizados da Samsung encontrarão o seu espaço. Já o consumidor comum? Terá de esperar (mais uma vez) por uma próxima geração para ver todo o potencial da Samsung materializado num flagship Galaxy.
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