Quem passa muitas horas em frente ao computador, utilizando o telefone ou realizando outras tarefas de forma repetitiva deve atentar-se a LER (Lesões por Esforços Repetitivos) ou DORT (Doença Osteomuscular Relacionada ao Trabalho). O problema, que muitas vezes é ignorado, merece atenção já que pode piorar e gerar problemas maiores. LER/DORT são lesões que se manifestam em músculos, tendões e nervos derivados do uso incorreto dos segmentos corporais. Trata-se de uma síndrome que engloba um grupo de doenças como tendinite, síndrome do carpo, sinovites e epicondilites (inflamação nos tendões do cotovelo). O que mais incomoda as pessoas que têm LER é a dor, mas também podem aparecer cansaço, fraqueza, inflamação, formigamento, depressão, estresse e insônia. Os membros superiores (ombro, cotovelo e punho) são os mais acometidos, porém outros segmentos corporais também podem ser acometidos uma vez que tudo depende de como realizamos os movimentos. Se não tratado no início dos sintomas, o processo inflamatório oriundo da lesão pode comprometer estruturas adjacentes ao local. Por exemplo, se você tem um problema no ombro e não tratar logo, além da dor no local sua mão vai perder a força, começar a formigar e a doer. A síndrome pode levar o funcionário ao afastamento do trabalho e, dependendo do nível do comprometimento, poderá ser preciso fazer cirurgia para corrigir o problema. A LER pode ser evitada se a pessoa tiver cautela no dia a dia. Exercícios, alongamentos, ergonomia e boa alimentação são fatores que podem evitar ou minimizar os fatores causadores das lesões. Algumas empresas têm, em sua jornada de trabalho, a ginástica laboral, onde são passados alongamentos, técnicas de respiração e exercícios, para alívio de stress e relaxamento. Os tratamentos da medicina chinesa podem ajudar a tratar a LER/DORT, porque as técnicas auxiliam no relaxamento da musculatura, na diminuição dos processos inflamatórios e do estresse e, consequentemente, da insônia. No entanto, é importante aliar a acupuntura, por exemplo, com exercícios e alongamentos. Para o diagnóstico correto, é necessário consultar um médico (de preferência ortopedista), um fisioterapeuta ou um terapeuta ocupacional. *Dr. Thiago Camargo (CRM 107445) é ginecologista e especialista em saúde da mulher e escreve no Cotia Agora.












